junho 07, 2004

PREGUNTAS e RESPOSTAS para esclarecimento :

Como podemos considerar a eutanásia nos animais? Sendo atribuído aos animais um princípio espiritual, que após a sua morte são utilizados quase que imediatamente, e não uma alma propriamente dita. Seria permitida então a eutanásia, em animais, em casos terminais?

A eutanásia nos animais não pode ser analisada da mesma forma como nos homens. O sacrifício de animais é visto com naturalidade pela Doutrina Espírita, tendo em vista a natureza evolutiva do nosso planeta que abriga seres que ainda necessitam sacrificar animais para satisfazer suas necessidades básicas de nutrição, por exemplo. Tendo o sacrifício dos animais um fim útil, não sendo para satisfazer desejos insanos (como, por exemplo, as brigas de galo, os clubes de caça etc.), não pode se configurar em delito. Certamente que o julgamento da necessidade ou não do ato deve ser baseado nas leis vigentes estabelecidas, caso contrário o mundo entraria em colapso por desequilíbrio do ecossistema. A eutanásia segue o mesmo raciocínio, pois o sacrifício geralmente é para livrar o animal de um grande sofrimento.
Quando ficam doentes, os animais não sofrem no sentido em que normalmente se entende o sofrimento. No homem, o sofrimento funciona como um depurador de suas imperfeições, estimulando seu desenvolvimento moral. O animal não tem vida moral e por isso suas dores são apenas físicas. Claro, todas essas impressões positivas e negativas fazem parte das experiências que se acumulam para edificar o futuro ser pensante. Portanto, o sacrifício dos animais em fase terminal de doença não constitui uma infração à lei. Mas se esse ato, trouxer dor e remorso para quem o faz ou o autoriza, melhor não praticar e esperar a morte naturalmente.

Após a morte dos animais a alma irá habitar que plano? A morada dos Espíritos? Eles continuarão a ser os mesmos? A alma dos animais voltará ao todo? Seu dono quando desencarnar poderá vê-lo?

A vida dos animais não tem a mesma relevância que a vida dos homens. Eles não têm a compreensão das leis, portanto não estão sujeitos a ela com a mesma intensidade e responsabilidade dos homens. Quando morrem vão para os planos espirituais também, mas não para aprender, como fazem os homens, mas para uma breve parada, digamos assim, aguardando que seu princípio espiritual seja quase que imediatamente aproveitado em outros corpos de animais. O instinto de afeto que desenvolvem com seus donos é explicado pelo amor que recebem deles (dos donos) que faz com que neles se desenvolva um instinto, mas que não é um sentimento desenvolvido como nos homens. Basta ver que quando se separam de seus donos rapidamente esquecem seus "afetos" e se acostumam com outro. Se olharem novamente os antigos donos poderão ser estimulados neurologicamente e lembrar da antiga vida, mas isso nada tem a ver com laços verdadeiros de afeto existente entre os homens. As pessoas que se ligam exageradamente a animais geralmente tem grande dificuldade nas relações interpessoais. Os animais não se encontram na vida espiritual com seus donos, principalmente porque não se demoram por lá. O local onde estão é no plano espiritual mais próximo da Terra, nas colônias transitórias. Nos planos superiores da vida não se vê animais.

IN: PORTAL do ESPÍRITO
http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/prg-012.html

Publicado por ALUENA em junho 7, 2004 10:02 PM
Comentários

Muito interessante! Porém uma coisa é certa:os animais têm sentimentos de amor, de tristeza,de alegria, de depressão, etc.Pelo menos os meus. Há coisa de umas semanas estive 6 dias na Venezuela.O meu cão, um rafeiro que salvei da fome no Porto Santo, e que por lá estava abandonado e faminto, sentiu a minha falta, que mal saia da casota.Logo que cheguei foi uma festa!

Afixado por: Valeria em junho 8, 2004 06:37 AM