Não se queixe de abandono.
ninguém está abandonado pelo Pai.
Se notar que está só, que ninguém o procura,
faça o inverso:
procure você alguém que precise da sua ajuda.
Visite os lares pobres, as crianças necessitadas,
os corações famintos de seu carinho.
Derrame seu coração afetuoso no seio daqueles
que sofrem e jamais se sentirá abandonado.
Torres Pastorino
IN: Minutos de Sabedoria
* B R I S A S *

Essa é a HISTÓRIA do CÍRCULO no qual faltava um pedaço,
pois um grande triângulo lhe fora arrancado.
O círculo queria ser inteiro novamente,
então foi procurar o pedaço perdido.
Como estava incompleto e só podia rodar lentamente,
admirou as flores ao longo do caminho.
Conversou com os insetos.
Observou o céu, a lua, as estrelas.
Encontrou vários pedaços diferentes,
mas nenhum deles lhe servia.
Então, deixou-os todos na estrada e continuou sua busca.
Certo dia,
o círculo encontrou um pedaço que se encaixava nele perfeitamente.
Ficou tão feliz!
Seria inteiro novamente.
Incorporou o pedaço que faltava e começou a rodar.
Agora que era um círculo perfeito,
podia rodar muito rápido.
Tão rápido, que já não conseguia notar as flores,
o sol, a lua, ou conversar com os insetos.
Quando percebeu como o mundo lhe parecia diferente ao rodar tão
depressa, parou...
Deixou o pedaço na estrada e foi embora rodando lentamente.
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Somos mais inteiros quando sentimos falta de algo.
O homem que tem tudo é, sob certos aspectos,
um homem pobre.
Nunca saberá o que é ansiar, esperar,
nutrir a alma com o sonho de algo que sempre quis e nunca teve.
Há integridade na pessoa que está resolvida com suas limitações, que
foi corajosa o bastante para abandonar os sonhos irreais sem se sentir
fracassada ao fazê-lo.
Há integridade em quem aprendeu que é forte o bastante para
atravessar uma tragédia e sobreviver,
que pode perder alguém e ainda se sentir completo.
Você atravessa o pior e sai intacto.
Quando aceitarmos que sentir-se incompleto
é parte do ser humano e pudermos, a exemplo do círculo, continuar a
rodar pela vida e a apreciá-la,
teremos adquirido a inteireza que todos desejam.
E, finalmente,
se formos corajosos o bastante para amar,
fortes o bastante para perdoar,
generosos para exultar com a felicidade alheia
e sábios para perceber que há amor suficiente para todos, então
teremos aprendido a viver em plenitude.
" O mais belo livro é a vida, que se lê enquanto vai se escrevendo..."
(enviado gentilmente pela amiga JACY - Obrigada BJS)

Quando eu me for,
não importa quanta fortuna amealhei,
quantas honrarias recebi,
quanto poder detive em minhas mãos,
quanta fama haja coberto o meu nome.
Fortuna, honrarias, poder, fama...
são acessórios transitórios,
não partirão comigo.
Ficarão e logo serão esquecidos.
Quando eu me for,
importará, sim,
o amor que ofereci, incondicionalmente,
o abraço que dei,
o ombro que ofereci,
a mão que estendi,
a palavra que não neguei,
a presença sem cobranças,
a lealdade, o respeito e a consideração
que dediquei a mim mesma
e aos meus irmãos de caminhada,
a aceitação de mim mesma
e dos que vieram a mim.
A aceitação da vida, com simplicidade.
Quando eu me for,
não haverá choros, nem lamentos.
Simplesmente, irei. Serenamente.
É a lei da vida.
Chagada a hora, tarefas cumpridas,
é o momento do retorno à verdadeira vida.
Não precisarei de malas e nem de sacolas.
O que eu levar comigo
será tesouro que não poderá ser roubado
e nem roído pelas traças.
Levarei apenas os atos de amor
que semeei e os afetos que mereci.
Quando eu me for,
partirá comigo, mas deixará seu perfume,
o sumo da vida que escolhi viver.
Lêda Mello

Homenagem ao Poeta "Elísio Pinto"
Que a Poesia te alimente.
Que ela não te atormente.
Que sigas sempre sem fim.
São amores, palavras, dores,
gestos, ternura, enfim...
Segue tu ó companheiro,
Eu ficarei sempre aqui!...
ALUENA
Reservados Direitos de Autor

Saudades
ausência
angustia
inquietação
é uma dor
sempre doendo
do lado do coração.
Saudades de alguém tão querido
familiar, amor, amigo
saudade dessa presença
neste recanto ou lugar.
Saudades duma ternura
ausência desse sentir
Saudades que nos magoam,
e nos fazem existir!
ALUENA
10/11/2004
Reservados Direitos de Autor
Tivemos a tristeza de ver recentemente o Tsunami, causando uma grande destruição e vitimando um número inconcebível de pessoas em sete países da Ásia. Sabemos que esse tipo de facto é um acontecimento natural, porém havemos de analisar e acrescentar que a intensidade desse tsunami mostra-nos claramente que o desequilíbrio ambiental é, incontestavelmente, potencializador de forças naturais deste porte. Cabe a nós, definitivamente, uma reflexão séria sobre o assunto e buscarmos maneiras mais correctas de lidarmos com o espaço que vivemos, para que não sejamos nós os responsáveis por catástrofes desta natureza.
Nós blogueiros, propomos desde já, unirmo-nos em um alerta para a humanidade, e implantarmos cada um de nós, a nosso modo e em nosso ambiente, medidas práticas de mudanças!
É tempo de se falar abertamente. É tempo de se abordarem as questões em profundidade e não de forma restritiva. É tempo enfim, de se falar a sério sobre a questão ambiental e ecológica. Sobre a humanidade!
E com razão. É que cada vez mais se toma consciência de que o combate pela preservação, não tem fronteiras, não é regionalizável e de que a resposta ou é global ou não será resposta.
As chuvas ácidas, o efeito de estufa, a poluição dos rios e dos mares, a destruição das florestas, não têm azimute nem pátria, nem região. Ou se combatem a nível global ou ninguém se exime dos seus efeitos.
As pessoas ainda respiram. Mas por quanto tempo?
Os desertos ainda deixam que reverdejem alguns espaços estuantes de vida. Mas vão avançando sempre.
Ainda há manchas florestais não decepadas nem ardidas. Mas é cada vez mais grave o deficit florestal.
Ainda há saldos de crude por extrair, de urânio e cobre por desenterrar, de carvão e ferro para alimentar as grandes metalurgias do mundo. Mas à custa de sucessivas reduções de reservas naturais não renováveis.
Na sua singeleza, o caso é este:
Até agora temos assistido a um modelo de desenvolvimento que resolve as suas crises crescendo cada vez mais. Só que quanto mais se consome, mais apelo se faz à delapidação de recursos naturais finitos e não renováveis, o que vale por dizer que não é essa uma solução durável, mas ela mesma finita em si e no tempo que dura. Por outras palavras: é ela mesmo uma solução a prazo.
Significa isto que, ou arrepiamos caminho, ou a vida sobre a terra está condenada a durar apenas o que durar o consumo dos recursos naturais de que depende.
Não nos iludamos. A ciência não contém todas as respostas. Antes é portadora das mais dramáticas apreensões.
O que há de novo e preocupante nos dias de hoje, é um modelo de desenvolvimento meramente crescimentista – pior do que isso, cegamente crescimentista – que gasta o capital finito de preciosos recursos naturais não renováveis, que de relativamente escassos tendem a sê-lo absolutamente. E se podemos continuar a viver sem urânio, sem ferro, sem carvão e sem petróleo, não subsistiremos sem ar e sem água, para não ir além dos exemplos mais frisantes.
Daí a necessidade absoluta de uma resposta global. Tão só esta necessidade de globalização das respostas, dá-nos a real dimensão do problema e a medida das dificuldades das soluções. Lêem-se o Tratado de Roma, O Acto Único Europeu e mais recentemente as conclusões da Conferência de Quioto, do Rio de Janeiro e Joanesburgo, onde ficou bem patente a relutância dos países mais industrializados, particularmente dos Estados Unidos, em aceitar a redução do nível de emissões. Regista-se a falta de empenhamento ecológico e ambiental das comunidades internacionais e dos respectivos governos, que persistem nas teses neoliberais onde uma economia cega desumanizada e sem rosto acabará por nos conduzir para um beco sem saída.
Por outro lado todos temos sido incapazes de uma visão mais ampla e intemporal. Se houver ar puro até ao fim dos nossos dias, quem vier depois que se cuide!... e continuamos alegremente a esbanjar a água do cantil.
Será que o empresário que projectou a fábrica está psicológica ou culturalmente preparado para aceitar sem sofismas nem reservas as conclusões de uma avaliação séria do respectivo impacto ambiental?
Mesmo sem sacrificar os padrões de crescimento perverso a que temos ligados os nossos hábitos, há medidas a tomar que não se tomam, como por exemplo:
Levar até ao limite do seu relativo potencial o uso da energia solar e da energia eólica.
Levar até ao limite a preferência da energia hidráulica sobre a energia térmica.
Regressar à preferência dos adubos orgânicos sobre os adubos químicos.
Corrigir o excessivo uso dos pesticidas.
Travar enquanto é tempo a fúria do descartável, da embalagem de plástico, dos artigos de intencional duração.
Regressar ao domínio do transporte ferroviário sobre o rodoviário.
Repensar a dimensão irracional do transporte urbano em geral e do automóvel em particular.
Repensar, aliás, a loucura em que se está tornando o próprio fenómeno do urbanismo.
Reformular a concepção das cidades e das orlas costeiras
Dito de outro modo: a moda política tende a ser, um constante apelo às terapêuticas de crescimento pelo crescimento. È tarde demais para desconhecermos que, quando a produção cresce, as reservas naturais diminuem.
Há porém um fenómeno que nem sempre se associa ás preocupações da humanidade. Refiro-me à explosão demográfica.
Com mais ou menos rigor matemático, é sabido que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Assim, em menos de meio século, a população do globo cresceu duas vezes e meia !...
Nos últimos dez anos, crescemos mil milhões!... Sem grande esforço mental, compreendemos aonde nos levará esta situação.
Se é de um homem mais sensato e responsável que se precisa, um homem que olhe amorosamente para este belo planeta que recebeu em excelentes condições de conservação e está metodicamente destruindo; de um homem que jure a si mesmo em cadeia com os seus semelhantes, fazer o que for preciso para que o ar permaneça respirável, que a água seja instrumento de vida e dela portadora, e os equilíbrios naturais retomem o ciclo da auto sustentação, empenhemo-nos desde já nessa tarefa, com persistência e determinação.
Se é a continuação da vida sobre a terra que está em causa, e em segunda linha a qualidade de vida, para quê perder mais tempo?...
Por isso apelamos a todos quantos se queiram associar a este movimento pela preservação Natureza, pela Paz e pelo desenvolvimento harmonioso da Humanidade, para subscreverem este Apelo.
Ao fazê-lo estamos a afirmar a nossa cidadania, enquanto pessoas livres, que olham com preocupação o futuro da Humanidade, o futuro dos nossos filhos!

Faz muito tempo ouvi tua voz,
Faz muito tempo meu verso estarreceu,
Faz muito tempo nossas mãos se afastaram,
Faz muito tempo
que o tempo não se lembra do tempo que faz.
Faz muito tempo que o telefone anda mudo,
E que a campainha não toca,
Que a porta fechou,
Faz muito tempo que eu quero te avisar:
A porta é a mesma,
Os braços são os mesmos,
O riso é o mesmo.
Ah! Os lençóis... mudaram
Para esperar
A resposta deste bilhete.
Endereço: Rua do Coração s/n
Apartamento: SAUDADE
Sérgio Souza

R O G A T I V A
No voraz sorvedouro dos instintos,
Imersos em flamivolos tormentos,
Rixosos acres, mas de paz sedentos,
Roidos de ódio, mas de amor famintos...
Tocados por teus dúlcidos alentos,
Do mal despimos os sombrios cintos,
E dos nossos atrozes, fundos quintos,
Erguemos para Ti braços sangrentos!
Do vil ocre do crime inda retintos,
Não rogamos nos livres dos relentos,
Nem sonhamos com célicos recintos...
Mas, olha-nos, Senhor, por dois momentos,
E põe nas nossas taças de absintos
O dom celeste dos renascimentos!
Manuel Maria Barbosa du BOCAGE
(psicografia de Hernâni T. Sant’Anna)
inscreva-se em
senda_deluz@hotmail.com
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ORAÇÃO DO PÃO
Com quantos grãos de trigo um pão se fez?
Dez mil talvez?
Dez mil almas, dez mil calvários e agonias,
Todos os dias,
Para insuflar alentos n'alma impura
Duma só criatura!
Homem, levanta a Deus o coração,
Ao ver o pão.
Ei-lo em cima da mesa do teu lar;
Olha a mesa: um altar!
Ei-lo, o vigor dos braços teus,
O pão de Deus!
Ei-lo, o sangue e a alegria,
Que teu peito robora e teu crânio alumia!
Ei-lo a fraternidade,
Ei-lo, a piedade,
Ei-lo, a humildade,
Ei-lo a concórdia, a bem-aventurança,
A paz em Deus, tranquila e mansa!
Comer é comungar. Ajoelha, orando,
Em frente desse pão, ou duro ou brando.
Antes que o mordas, tigre carniceiro,
Ergue-o na luz, beija-o primeiro!
Depois devora! O pão é corpo e alma
Em corpo e alma
O comerás,
Tigre voraz.
São dez mil almas brancas, cor de Lua,
Transmigrando divinas para a tua!
Guerra Junqueiro

INGREDIENTES:
* FÁCIL e Divertido
300g de Farinha de Trigo
200g de Açúcar Amarelo
1 colher (chá) de Fermento em pó
2 colheres (sopa) de Canela
150g de Manteiga (ou Margarina)
Raspa de 1 Laranja
2 Ovos
1 Gema e 1 cálice de Vinho Moscatel (para pincelar as bolachas
RECEITA:
Amasse muito bem todos os ingredientes, forme uma bola que deve enfarinhar e deixar repousar cerca de 30 minutos.
Tenda a massa e corte pequenas bolachas (redondas, quadradas ou rectangulares).
Forre um tabuleiro com papel vegetal e unte-o com manteiga.
Coloque as bolachas no tabuleiro e pincele-as com a gema batida com o Moscatel.
Coza em forno moderado, previamente aquecido.
Outras Sugestões:
1) Utilize farinha de milho (moagem fina) e substitua a laranja por limão e o vinho Moscatel por vinho do Porto.
2) Depois de pincelar as bolachas, decore-as com pinhões (formando desenhos geométricos) e volte a pincelar.
3) Junte à massa amêndoas peladas, torradas e moídas.
4) Pincele as bolachas com mel (diluído num pouco de leite) e no centro coloque duas cerejas (sem caroço) cortadas ao meio. Pincele-as com o mel, também.
5) Faça uma pasta com duas colheres/sopa de mel e quatro de coco ralado. Coloque uma camada fina, uniforme, sobre cada bolacha.